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A Associação Faz o Futuro Connosco tem como fim unir em si todos os cidadãos que se mostrem empenhados em contribuir para a evolução e disseminação da democracia e para a construção de uma sociedade livre, justa, plurarista, humanista, segura, pacífica, desenvolvida, solidária e ambientalmente equilibrada, empenhados em contribuir para que Portugal possa constituir uma referência em índices de qualidade de vida, empenhados em contribuir para a fundação de um modelo de sociedade assente na cultura do mérito e da responsabilidade a a todos os níveis, empenhados em contribuir para o aprofundamento dos direitos constitucionais e para a defesa de uma organização política, administrativa e financeira do Estado orientada por critérios de rigor, transparência e excelência funcional.

É com este objectivo e como Observatório da realidade nacional, que convidamos todos a fazer parte da associação, bastando para tal o preenchimento da proposta de inscrição de sócio efectivo em anexo.

Junte-se a nós, a união faz a força.

Saudações democráticas

Proposta de inscrição

A Deriva do Partido Socialista [Henrique Neto]

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“Na semana passada foi publicado no jornal Público, na sua secção humorística Bartoon de Luís Afonso, um diálogo entre duas figuras que dizem o seguinte: “O Governo diz que a revelação de alguns pormenores da CGD…poderia ter consequências graves de dimensão difícil de determinar, com quebra de confiança no banco”. Responde a outra personagem: “AH, então é melhor não revelar…os portugueses são demasiado sugestionáveis, têm de ser protegidos das terríveis verdades, coitados!…”.

Como sabemos, a brincar dizem-se muitas verdades que de outra forma não teriam piada nenhuma e este é o caso. Para mim, que nunca achei piada ao anterior regime de Salazar, não acho mesmo piada nenhuma que o PS ande agora a copiar os seus tiques e a esconder dos portugueses tudo aquilo que pensam pode prejudicar a sua missão evangélica na terra. Como Salazar e os seus acompanhantes, o PS também pensa que os fins justificam os meios, ou que os portugueses não estão preparados para a democracia, ou mais simplesmente que são tolos.

Infelizmente, este não é um caso único. Nas últimas semanas, o grupo parlamentar do PS  tem-se recusado a deixar que as comissões de inquérito  recebam a documentação necessária para fazer o seu trabalho, tentam despedir as vozes discordantes do Banco de Portugal e da Comissão das Finanças Públicas e passaram a aceitar as posições do PCP e do Bloco em questões de pura ideologia e que nada têm a ver com o bem estar e a felicidade dos portugueses. Nem a curto prazo e menos ainda a médio prazo.

Ainda sou militante do PS e tenho a maior simpatia pelos militantes do PCP – o Bloco é outra história – e por isso me custa que estejam a cavar a sua própria sepultura, apenas para que António Costa tenha o seu momento de glória como Primeiro Ministro. Se porventura quisesse o mal destes dois partidos o melhor seria estar calado e apenas esperar, todavia gosto demasiado do meu País para não dizer o que penso desta deriva oportunista do PS.

Claro que eu sei que a actual direcção do PS e muitos dos seus militantes gostariam de me ver pelas costas e só não o fazem porque não têm coragem para me expulsar. Todavia, se isto continua assim, se a ideia é usar todos os meios para se manterem no poder, para mais através de grande parte dos mesmos que serviram caninamente José Sócrates, vou ter de sair pelo meu pé. Não o fiz ainda na vaga esperança que a deriva antidemocrática do partido passasse com o tempo e fosse apenas uma doença infantil, mas, infelizmente, começo a pensar que não é e que demasiados militantes já deixaram de pensar pelas  suas cabeças.  Por isso, o pior que me pode acontecer é que a esperança na mudança do PS possa  ser confundida com estupidez.

Nota: para que conste, eu não disse que os outros partidos são melhores, ou mais importantes, do que o PS, mas apenas que esses não são o meu partido.”

17-03-2017
Henrique Neto

(O ponto de vista aqui expresso representa apenas a opinião do seu autor e não necessariamente a posição da Associação Faz o Futuro Acontecer)

Um País – Dois Destinos: Investimento Público [Henrique Neto]

biografia

“Os governos de José Sócrates possuem a duvidosa honra de terem realizado os mais ruinosos investimentos públicos da  história portuguesa, mas todos os governos têm o seu quinhão de responsabilidade, nomeadamente pelo facto de nunca terem aprendido nada com as asneiras feitas.  Por isso tudo indica que o Governo da geringonça não vá fugir à regra. Senão vejamos.

Num momento de delírio alguém escreveu no programa do Governo que os grandes investimentos públicos teriam de ser aprovados por dois terços dos deputados da Assembleia da República, ou seja, não lhes bastam os erros de um só partido, agora são precisos os erros de vários. Por exemplo, o governo anterior de Passos Coelho inventou um porto de águas profundas no Barreiro, num tempo em que os navios de transporte de mercadorias crescem de dimensão e, obviamente, gostam tão pouco dos portos localizados em estuários que estes em todo o mundo são deslocalizados para outras paragens. Ou seja, ao mesmo tempo que os portos das grandes metrópoles se especializam nos paquetes de turismo e nos barcos de recreio, o Estado português quer fazer as duas coisas, uma novidade global, apesar de termos em Sines um dos melhores portos mundiais para transhipment, além de ser o melhor localizado nas rotas do Atlântico.

Agora, o Governo  de António Costa deixou, aparentemente, cair as águas profundas e pretende continuar com o projecto sem explicar para que vai gastar milhares de milhões de euros num porto sem utilidade económica e sem hipótese de crescimento. De facto, Lisboa é o único porto português que perdeu mercado nos últimos anos.

Mas o mais interessante é que o Governo anda a gastar milhões de euros em estudos para o porto do Barreiro e igualmente  na suposta  modernização da linha férrea da Beira, imagine-se, em bitola ibérica, suponho que na expectativa de que tal como as vacas os comboios voem, já que os espanhóis andam  num alvoroço a substituir as  antigas linhas ibéricas por linhas em bitola europeia.

Não aprendemos nada com a suposta modernização da linha férrea do Norte, recusada pelo ministro Oliveira Martins, com base no conceito de que tecnologias com duzentos anos não se modernizam, para mais numa linha em funcionamento, mas que foi decidida “modernizar” numa manhã de nevoeiro pelo ministro Joaquim Ferreira do Amaral.

O mais interessante de tudo isto é que o Governo do PS voltou agora a anunciar de que vai levar todas as grandes obras ao Parlamento, mas só depois de gastar muitos milhões de euros nos projectos, esperando, suponho, que os outros partidos alinhem na mesma filosofia de todos os governos até hoje: satisfazer as clientelas autárquicas e as empresas de engenharia e de construção. Felizmente, a ordem dos engenheiros é contra, mas não vota.”

21-03-2017
Henrique Neto

(O ponto de vista aqui expresso representa apenas a opinião do seu autor e não necessariamente a posição da Associação Faz o Futuro Acontecer)

Assim Não Vamos Lá [Henrique Neto]

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“Os dirigentes políticos portugueses, o Governo e os partidos, de facto Portugal quase inteiro, reagiram com violência em defesa da Nação ultrajada por força das declarações insultuosas para Portugal do Presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijlesboing. Compreendo alguma emoção que o caso possa provocar, o senhor é na verdade um exemplo acabado de má educação e de pouco tato político, mas custa-me o aproveitamento que é feito de uma parvoíce para iludir a realidade dos erros e dos desmandos da governação portuguesa ao longo dos anos e se continue a utilizar a desculpa da União Europeia para não se olhar de frente para as reformas políticas, económicas e sociais que Portugal tem de realizar, no caso de querermos resolver os graves problemas que Portugal enfrenta.
 
O PS o PCP e o Bloco de Esquerda continuam a insistir que as dificuldades que enfrentamos resultam da crise económica mundial de 2008 e dos erros da União Europeia, defendendo alguns a saída do euro e eventualmente da própria União. Escamoteiam assim o facto da crise ter atacado todos os países e não apenas o nosso e que a esmagadora maioria desses países não está na situação de pobreza de Portugal, têm dívidas suportáveis e economias em franco crescimento, além de salários mínimos que são o dobro dos nossos.
 
Custa-me que se continue a iludir esta realidade, porque assim não vamos lá e são os portugueses, em particular os mais pobres, que pagarão a conta em dificuldades futuras para viver e criar os filhos e netos e é Portugal que continuará a afastar-se do progresso das outras nações europeias, apesar dos milhares de milhões de euros recebidos da Europa e que temos deixado esbanjar e roubar por políticos e empresários corruptos.
 
Claro que o problema não são os portugueses, ou os gastos da esmagadora maioria, mas não podemos negar com verdade as culpas dos dirigentes pelos erros cometidos, pelo esbanjamento dos dinheiros públicos e pelos investimentos ruinosos. Aliás, são esses dirigentes que tentam capitalizar nas declarações parvas do senhor holandês, fazendo-o para ocultarem o mal que têm feito a Portugal e aos portugueses. Como se não fossem esses dirigentes os culpados do BPN, do BPP, do BES, da PT, da Ongoing, da Caixa Geral de Depósitos, das autoestradas sem carros, da parcerias publico privadas, do abandono da ferrovia, da lentidão da justiça, da desorganização do Estado, das mudanças permanentes na educação e de tudo o resto que resulta da má governação que nos impede de progredir como nação e como povo.
 
Reconheço a impopularidade de, nestas circunstâncias emocionais, falar verdade aos portugueses, mas gosto demasiado de Portugal para colaborar nesta onda de indignação interesseira e demagógica, uma farsa que apenas serve para iludir a realidade de sermos dirigidos por políticos incompetentes e, não poucas vezes, cegos por conceitos ideológicos que a história condenou ao longo de todo o século passado.
 
Culpar os outros pelos erros cometidos e pelo desperdício dos recursos criados pelas empresas e pelos trabalhadores portugueses, ao longo dos últimos vinte anos, não é sério e apenas pode adiar a necessidade de assumirmos que a responsabilidade de governar Portugal com seriedade, com verdade e com competência é nossa e que a culpa não reside nas parvoíces de um qualquer holandês, ou, já agora, da própria União Europeia.”
 
Jornal da Marinha
25-03-2017
Henrique Neto
 
(O ponto de vista aqui expresso representa apenas a opinião do seu autor e não necessariamente a posição da Associação Faz o Futuro Acontecer)

Dois líderes políticos com responsabilidade, mas com dois comentários rascas! [Joaquim Ventura Leite]

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“Quando um líder europeu   faz um comentário rasca, um primeiro ministro de Portugal reage com  um comentário igualmente rasca:

“Dijsselbloem é sexista, xenófobo e racista” ! Foi assim que Antonio Costa reagiu às declarações de Dijsselbloem.

Este comentário de rajada de António Costa é o comentário  duma pessoa tão nervosa e desorientada quanto a do holandês. É um comentário que se destina a mostrar um líder patriótico como o faria Salazar ou Marcelo Cetano sempre que havia posições críticas  internacionais sobre a guerra colonial.

O regime em Portugal está a tornar-se tão rasca como o do velho regime, onde se mente diariamente aos portugueses sobre a realidade nacional. Só falta no discurso de António Costa a recordação dos descobrimentos portugueses para ficar colado ao tempo antigo.

Ontem um camarada de António Costa, Djssellbloem é hoje um sexista, xenófobo e racista!  Ontem Djsselbleom  pertencia a um partido da mesma trincheira do PS, mas hoje António Costa refere-se a essa força política como tendo sido esmagada!

António Costa quer mostrar virilidade lusitana, mas apenas ilude os portugueses. Quer disfarçar  os nossos problemas, mas a realidade vai continuar a cair em cima de nós. Por isso usa esta linguagem de oportunista que se tem mostrado. Um oportunista sem grandes escrúpulos diga-se.

Mas a ilusão está em que os líderes portugueses continuam a esconder a realidade. E as recentes eleições na Holanda são um exemplo da ilusão que os políticos portugueses e a elite liberal procuram manter.

Com efeito, esta gente mostrou-se satisfeita com os resultados das eleições na Holanda, mas apenas porque consideram que o candidato do sistema ganhou ao candidato da extrema direita nacionalista. Mas, a verdade é que  não leram mais do que os títulos dos jornais e das reportagens.

Com efeito, as eleições na Holanda deram um avanço significativo às forças nacionalistas, e que por acaso são pouco entusiastas do aprofundamento do projecto europeu. A satisfação das elites  neste caso é uma aberração! Infelizmente  é já só o que sabem ou conseguem fazer. Aqui ou na América!

Desta forma, é pouco provável que a força politica a que pertence Djsselbloem venha a ser muito amiga de Portugal  nos próximos tempos. Ou até mesmo a Holanda em geral.

O que António Costa quer é apenas ir ziguezagueando entre os pingos da chuva, antes  darmos com a cara na parede.

A verdade, nua a crua , é que Djsselbloem  não está longe da verdade. Portugal e outros países desbarataram uma oportunidade histórica que não se irá repetir nas próximas décadas ou neste século. E isso ficou a dever-se à instância política e financeira deste país.

Nós, portugueses em geral, sabemos muito bem que muitos andaram a nadar em dinheiro nas últimas décadas. Tanta vez ouvi esta observação a gente simples: só gostava de saber donde vem tanto dinheiro àquela gente! O problema é que não queremos que sejam os outros a dizerem-no!

Se não tivéssemos entrado no Euro, seguramente  hoje não teríamos tantas auto-estradas, estradas, rotundas, pavilhões gimnodesportivos, piscinas, campos relvados, escolas modernizadas, centros de saúde, automóveis e habitação própria! Mas seguramente não teríamos o nosso futuro tão hipotecado como hoje o temos, e teremos por muito tempo.

Não nos passa pela cabeça a mentira que foi uma parte do nosso crescimento nas últimas décadas. Mais de 50% do investimento foi em construção civil,  obras públicas e habitação. Mas nunca ninguém se deu ao trabalho de pensar que mais dum terço do que foi gasto nisto foi dinheiro desbaratado, e que incrivelmente até serviu para aumentar o PIB! Anos e anos de mentira que nenhum político reconhece, simplesmente porque aparece  na foto juntamente com empresários e financeiros  parceiros dessa desgraça!!!

Os nossos filhos e netos é que nos julgarão. Não reconheço a António Costa autoridade política e moral para fazer esse julgamento histórico. Por isso, o seu comentário sobre este holandês é tão rasca como o comentário daquele!”

Joaquim Ventura Leite

“Ajustes directos pesam 35% na contratação de Obras Públicas” (Jornal Publico) [Rui Martins]

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Esta notícia dá uma boa medida dos riscos de corrupção e de compadrio que rondam as autarquias e o Estado central quando uma obra ou uma contratação de pessoal decorre de forma menos transparente mas “expedita”. Se não existem critérios transparentes e uniformes, se nem todos os concorrentes estão colocados no mesmo ponto de partida ou conhecem todas as nuances de aceitação do produto ou serviço que vão vender ao Estado então estamos perante uma situação que abre a porta a formas menos transparentes de despesa pública e logo, de favorecimento de terceiros ou benefício de eleitos com efeitos na despesa pública e, até, de destruição de empresas saudáveis e na preservação de empresas corruptas mas ineficientes, algo que terá, naturalmente, impacto no tecido económico e na competitividade internacional do país.
Dizem-me alguns eleitos que, em circunstâncias especiais (de urgência ou quando existe apenas um agente económico possível) o recurso ao processo “burocrático” do concurso público prejudica o interesse da comunidade porque pode levar a maiores custos, a uma execução mais lenta (que, em casos urgentes, pode ter impacto directo nas populações) e a maiores custos decorrentes da necessidade de um sistema de comparação e análise mais pesado que o expedito “ajuste directo” a um um único fornecedor. Tudo isso é verdade, mas é também verdade, que existem soluções para todos esses problemas:
É possível criar um contrato (sob concurso público) com um banco de horas ou um “banco de custos” anual e ir consumindo este contrato com incidentes urgentes que venham surgindo.
É possível reduzir os custos dos sistemas de comparação e análise de propostas criando um “portal” único, com recursos técnicos e especialistas (do Estado) capazes de analiseram, com os mesmos critérios técnicos, todas as propostas recebidas, centralizando assim, aquilo que hoje, está descentralizado e duplica recursos.
É possível melhorar, portanto, o sistema de Concursos Públicos, alargar o âmbito da sua aplicação (a 5.000 euros o ” Código dos Contratos Públicos”prevê o Ajuste Direto com regime simplificado) e fechar assim as portas que o sistema actual abre a várias formas de corrupção ou favorecimento pessoal e de prejuízo para o erário público.”
Rui Martins

(O ponto de vista aqui expresso representa apenas a opinião do seu autor e não necessariamente a posição da Associação Faz o Futuro Acontecer)

Daqui em diante cada jogo é uma final! [Joaquim Ventura Leite]

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Esta é uma expressão usada no futebol quando à medida que o campeonato avança a margem de manobra fica mais reduzida a cada novo jogo que a equipa não ganhe :
 
Podemos aplicar esta ideia à situação da Europa. À medida em que forem ocorrendo eleições em países mais influentes, julgo que se reduz a margem de manobra da actual União Europeia para enfrentar a extensão e complexidade dos seus desafios, já que não foi até agora particularmente brilhante a forma como enfrentou a crise financeira, o desemprego jovem, a crise migratória e dos refugiados. A crise dos refugiados, associada a uma imigração descontrolada ao longo de décadas, e à entrada de migrantes de religião islâmica já causou divisões políticas sérias entres vários países. E não é preciso sequer aprofundarmos para já a ideia veiculada por um estudo que aponta para uma estimativa de 6 milhões os imigrantes que se organizam e preparam para demandar a Europa nos tempos mais próximos, vindos do norte de África, Médio Oriente e Ásia!!
 
Quando o presidente francês afirmou na semana passada que ou a Europa avança a duas velocidades ou explode, isso só veio tornar mais visíveis estas divisões e fragilidades.
 
Hoje, 15 de Março, há eleições legislativas na Holanda.
 
A crer ainda alguma coisa em sondagens, estas eleições apresentam pela primeira vez a possibilidade duma força política de direita disputar o governo às forças politicas tradicionais. E esta força, que assume uma posição anti União Europeia, mesmo não ganhando dificilmente deixará de abalar o establishment actual no país e no conjunto da Europa.
 
Este acontecimento seria pouco relevante se fosse isolado. Mas não é: antes dele ocorreram o Brexit, uma eleição presidencial na Áustria disputada entre candidatos não pertencentes aos partidos tradicionais, e que viu a direita subir de forma provavelmente imparável no futuro próximo, a Eleição de Donald Trump nos EUA, e um referendo em Itália que deu mais energia às forças que questionam a presença da Itália no Euro.
 
E a 23 de Abril, em França, e a 24 de Setembro na Alemanha, termos eleições com potencial ainda mais fortemente disruptor do establishment nesses países e no conjunto da Europa.
 
Resumindo:
 
1º A cada uma destas eleições a margem de manobra da União Europeia irá reduzir-se, pois a atitude complacente e de negação dos atuais líderes europeus perante os avisos e os problemas que já se manifestam, tenderá a diminuir ainda mais probabilidade de soluções consensuais.
 
2º Uma União Europeia que viu os ingleses votarem pela saída do Reino Unido da União já é uma União claramente diminuída, o que exigiria um sobressalto político! No entanto, os processos eleitorais em vários países torna ainda mais improvável tal sobressalto político coletivo.
 
3º Perante a possibilidade duma rotura da União Europeia e do fim do Euro, diante das dificuldades que estão diante de todos nós, é indispensável que em Portugal se inicie um debate sobre o futuro alternativo para o país. Porquê? Porque hoje estamos completamente manietados pelas exigências europeias, que paradoxalmente nos impossibilitam de crescer para pagar a dívida.
 
Como se isso não bastasse, o país tem o seu regime politico enfraquecido pelo ambiente de descrédito das pessoas diante da dimensão e extensão da corrupção, e não tem nenhum político credível e com expressão mediática que force ou consiga desencadear um movimento de debate e confronto da classe política com a realidade interna e europeia. No topo desta situação tem um presidente que parece apenas preocupado em manter em funcionamento um governo com o pretexto de estabilidade política, como se a estabilidade política dum país e duma Nação fosse simplesmente a estabilidade da solução governativa, independente dos desafios do país e das suas perspetivas futuras.
 
Este é um modesto contributo para que o País acorde. Faça a sua parte! Se concorda com esta análise partilhe-a pelos seus amigos e conhecidos.”
Joaquim Ventura Leite
 
(O ponto de vista aqui expresso representa apenas a opinião do seu autor e não necessariamente a posição da Associação Faz o Futuro Acontecer)